Por que ter que provar para de verdade esquecer?
Talvez para desmistificar o amor platônico. Para certificar-se se a realidade exede expectativas ou se é decepcionante.
Ou como comigo, cujo lado leão estava só se fingindo de adormecido, quando na verdade só aguardava o melhor momento para atacar a presa.
Se fingia desconexo, se fingia desapegado depois de uma tentativa frustrada, mas, só o seu mais profundo íntimo conhecia suas reais estratégias de caça.
Pela vontade de comer ter profundidade e intensidade capazes de superar as meras necessidades e fazer parte de sua existência, embora não houvesse fome ele abocanhou a presa.
Da presa comeu o quanto pode e apesar de cauteloso, quando se viu, sofria de uma imensa indigestão.
Mais que de indigestão sofria a pena, o arrependimento de ter devorado uma espécie que já há tempos lhe dava sinal de não estar em seu menu. A culpa de ter sido tão pouco racional, de ter se deixado seduzir pela atratividade do prato.
Em suma o meu leão usou heroína, despenhou de prazer, teve uma bad trip e agora está constipado.
Procura urgente uma clínica de reabilitação e enquanto não encontra utiliza de métodos caseiros.
E promete, para si e para quem for, que nunca mais usa uma droga que lhe dê sequer um vislumbre de overdose.
sábado, 15 de setembro de 2007
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