Querido Meu Fantasma,
Eu achei, realmente acreditei por um breve momento que me pareceu eterno, que eu NUNCA poderia te odiar.
Que jamais te odiaria.
Provei então, que o erro é natural ao ser humano.
E agora eu entendo quando ouço o por aí que o amor é o sentimento mais próximo do ódio.
Amo-te tanto e te odeio igualmente. Muito.
O que fazer com a vontade de te matar? Com o desejo esmagador de sufocar tudo que em você me desperta amor e consequentemente o ódio. Te odeio porque te amo.
Meu ódio então precisando cometer um suicídio indireto morreria uma vez que assassinaria o amor.
Meu ódio mataria você, seu sorriso, seu corpo, seu cheiro, seu jeito e sua voz. E começaria pelas principais partes que me fazem sentir o estômado nos joelhos e no lugar dele um buraco negro que suga todo o calor, a luz, o sangue, a força e a energia do meu corpo.
Detetizaria sua presença, a perturbação e o mal estar que ela me causa. Sua presença e seus piolhos que me cansam te ver coçar.
Mas sob as botas do meu ódio você não estaria sozinho. Teria a companhia agradável do meu ciúme, da minha infelicidade, dos meus constantes e cortantes pensamentos, dúvidas, insegurança e todos esses efeitos que você causa em mim.
De forma clara terminaria linda a nossa história do ódio que extinguiu o amor e morreu também, sem ter motivos para existir.
E melhor que nada, terminaria.
Sem me dizer inteiramente contente com isso digo que, melhor que continuar assim, ela terminaria.
E para você, querido espectro, que não percebe ou finge não perceber nada, seria tudo fácil como sempre é ou finge ser.
Com nossos beijos sem cor que insistem em me assombrar os pensamentos eu me despeço e só desejo que você... leia essa carta.
Fernanda.

Eu achei, realmente acreditei por um breve momento que me pareceu eterno, que eu NUNCA poderia te odiar.
Que jamais te odiaria.
Provei então, que o erro é natural ao ser humano.
E agora eu entendo quando ouço o por aí que o amor é o sentimento mais próximo do ódio.
Amo-te tanto e te odeio igualmente. Muito.
O que fazer com a vontade de te matar? Com o desejo esmagador de sufocar tudo que em você me desperta amor e consequentemente o ódio. Te odeio porque te amo.
Meu ódio então precisando cometer um suicídio indireto morreria uma vez que assassinaria o amor.
Meu ódio mataria você, seu sorriso, seu corpo, seu cheiro, seu jeito e sua voz. E começaria pelas principais partes que me fazem sentir o estômado nos joelhos e no lugar dele um buraco negro que suga todo o calor, a luz, o sangue, a força e a energia do meu corpo.
Detetizaria sua presença, a perturbação e o mal estar que ela me causa. Sua presença e seus piolhos que me cansam te ver coçar.
Mas sob as botas do meu ódio você não estaria sozinho. Teria a companhia agradável do meu ciúme, da minha infelicidade, dos meus constantes e cortantes pensamentos, dúvidas, insegurança e todos esses efeitos que você causa em mim.
De forma clara terminaria linda a nossa história do ódio que extinguiu o amor e morreu também, sem ter motivos para existir.
E melhor que nada, terminaria.
Sem me dizer inteiramente contente com isso digo que, melhor que continuar assim, ela terminaria.
E para você, querido espectro, que não percebe ou finge não perceber nada, seria tudo fácil como sempre é ou finge ser.
Com nossos beijos sem cor que insistem em me assombrar os pensamentos eu me despeço e só desejo que você... leia essa carta.
Fernanda.

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